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As Crônicas de Duda
Crônicas de uma neurodivergente apaixonada por compartilhar histórias



Sobre dipirona, café com leite e cuidados paliativos
Carta ao meu primeiro paciente, Talvez eu possa dizer que o senhor foi o primeiro paciente que me escolheu como médica, na época que ser chamada de “doutora Eduarda” ainda me causava uma sensação de nervosismo. Eu me lembro que o senhor teve Chikungunya e estava sofrendo com as dores articulares, mesmo depois de passar por um médico. Então eu lhe ouvi, fiz algumas orientações, retirei um remédio que estava fazendo mal ao seu estômago e lhe passei dipirona com horário fixo por


Carta para uma mãe: Sobre acompanhar alguém em sua última jornada
Querida mãe, As últimas semanas foram difíceis, talvez impossíveis, e seria uma falácia dizer que eu entendo o que você sentiu. Antes mesmo de nascer uma criança, já nascem os sonhos, se escuta a famosa frase “só espero que venha com saúde!”. E quando a criança tão aguardada e amada não vem com a saúde que sonhamos? E quando nos deparamos com um sofrimento que nunca foi imaginado? Como lidar com os pensamentos de tudo que poderia ser e não foi? Com amor. Um amor de mãe que


Sobre a margem, o pertencimento e o sentido de comemorar
Comemorar, segundo o dicionário, significa "trazer a lembrança, recordar, memorar". Talvez por isso as comemorações de Ano Novo sejam sempre tão nostálgicas: estão imbuídas semanticamente da tarefa de lembrar dos feitos, recordar o que foi dito e guardar na memória aquilo que foi visto. Brincando com as palavras e mergulhando na metalinguagem, talvez o própria comemoração deva ser, em si mesma, um ato memorável que deve ser recordado. Nesse ano novo, eu comemorei a liberdade
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